O “peso” das relações. Qual seu papel?

Não é de hoje que estudar o comportamento humano me inspira. Houveram períodos em que isto tornou-se necessário para lidar até mesmo com  questões cotidianas não só ligadas ao trabalho, mas também a área de atuação de alguém que escolheu fazer diferença na vida das pessoas através da fé, única e exclusivamente pela bondosa misericórdia de Deus. E se existe um ser humano complexo, este sou eu. Em constante evolução…

Ao longo da caminhada conheci e sigo conhecendo e me relacionando com muitas pessoas. Temperamentos diferentes, personalidades, sonhos, anseios, experiências, o que torna cada ser singular e assim, as relações excelentes oportunidades de crescimento, mudança e amadurecimento.

Seja enquanto amigos, familiares, cônjuges, namorados ou trabalho, as relações possuem “pesos” diferentes. Papéis que precisam ser desempenhados com maestria, inteligência emocional e muita destreza para que não incorramos no risco de sermos verdadeiros tijolos sendo carregados na mochila da vida de nosso semelhante. Muitas vezes peso em grande escala, capaz de tornar uma relação cansativa, opressora, muitas vezes levando o outro ou até você mesmo a adoecer.

Lí um artigo muito interessante que fala a respeito deste tema e compartilho o trecho abaixo com vocês.

“Vivemos em um mundo turbulento, cheio de necessidades e anseios que partem de nossos corações confusos. Isso porque é natural da alma humana grandes lacunas no que tange ao equilíbrio emocional. Somos naturalmente carentes, existimos para a vida com o propósito de evoluir – até sabemos disso, mas queremos colo, queremos carinho, apoio, afeto.

Nos relacionamentos, buscamos a força que acreditamos serem necessárias para nosso reforço emocional. Nas relações conjugais principalmente, procuramos no outro aquilo que sonhamos para nós, por consequência, criamos uma projeção. Quando encontramos alguém que nos mostra aspectos aos quais somos carentes, imediatamente, irracionalmente ou instintivamente, nos encantamos, ou melhor, nos fascinamos.

Esse fascínio é em muitas vezes, o maior causador de confusões, porque sua consequência é a ilusão. Acreditamos que o outro pode nos suprir daquilo que carecemos, e isso é ilusão!

Uma ilusão que começa quando de forma equivocada, passamos a procurar no outro o que deveríamos buscar em Deus. Nitidamente começamos a nos alimentar dessa energia, mudando a origem fonte dessa vibração essencial, nos alimentamos do manancial errado. E como sabemos, se nos suprirmos de energias que não vem de Deus, da Fonte Divina, acabaremos por nos transformar em seres dependentes, e, mesmo inconscientemente, tornamo-nos obsessores.

É triste ou difícil aceitar não é? Pois é a mais pura realidade.”

(Editora Luz da Serra)

E você? Qual tem sido seu papel em suas relações?

Imagine como é maravilhoso saber que você pode ser comparado a uma ponte de sucesso, capaz de auxiliar o outro a chegada do outro lado, através da leveza de uma relação inteligente, de amor, cumplicidade e afeto? Agora imagine se você fosse comparado a um tijolo pesado, uma bola de ferro presa ao pé de alguém, que dificulta cada passo que o outro tentar empreender seja em qualquer situação?

Jesus, nos livre de ser alguém assim! Esta deve ser nossa oração.

Que possamos ser verdadeiros, firmes, sem precisar perder a personalidade, mas que acima de tudo, a luz de cristo brilhe em nós, permitindo que sejamos leves e constantes seja qual for nosso papel nas relações humanas.

Abraços de 30 segundos.

Claudinha Mendes

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