Mês da Família. Amor ou sentimento de posse?

Conclamado pela Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o dia 15 de maio como o dia internacional da família desde 1993, no Brasil e em outros países  este mês foi adotado também para comemoração de outras datas como Dia das Mães, Mês das Noivas, Mês da família para as igrejas cristãs e outros.

E para falar de família neste mês tão especial, resolvi trazer uma reflexão a respeito do elo central da construção deste maravilhoso projeto de Deus que é a família:

“O CASAL”.

Tudo começa na decisão que um homem e mulher tomaram quando se encontraram. A decisão de unirem suas histórias, ambos tornar-se um só e juntos, construírem a sua família.

E o que seria TORNAR-SE UM SÓ?

Vamos encontrar no primeiro livro da Bíblia no livro do Gênesis, descrevendo a criação de Eva, o termo “uma só carne”. O texto assim se apresenta: “Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2,21-25). Portanto conforme a descrição em Gênesis o termo “uma carne” significa que nosso corpo é inteiro e não se divide em pedaços. Deus estabeleceu neste fato descrito o relacionamento matrimonial. Não há mais duas entidades separadas (homem e mulher), mas agora há apenas uma entidade (um casal).

E por que as pessoas confundem isto com ANULAÇÃO, SENTIMENTO DE POSSE ou OPRESSÃO?

Vejamos o significado da palavra. Anular ; nulo ou sem efeito; aniquilar(-se), invalidar(-se). O fato de ter se tornado uma só carne, não invalida ou anula a condição de que o outro é um individuo com sentimentos, pensamentos, sonhos, anseios que podem divergir da outra parte, mas que juntos, precisam encontrar o equilíbrio, preservando esta realidade, até mesmo por que se agora ambos são um só, um não pode fazer com o outro aquilo que não gostaria de sentir na própria pele, por que desta forma, estaria ferindo a si mesmo.Vale ressaltar, que esta regrinha básica da convivência é para a vida e não só na relação conjugal.

Ser uma só carne é priorizar o parceiro, é cuidar dele, é amá-lo, é respeitá-lo, é conhecer suas necessidades, é auxiliá-lo, é ser fiel, é ser solidário, é desfrutar a vida sexual com respeito e etc…

O que vemos hoje em dia, e em muitos casos com consequências “desatrosas” é, antes mesmo do casamento, pessoas tratando a outra como objeto de capricho e desejo, como se propriedade privada fosse. Estabelecendo um modelo de “Amor” que só pode ser aceito e compreendido se corresponder a expectativa (muitas vezes insana e egoísta) do outro, desconsiderando totalmente o bem estar, a vontade ou a alegria do parceiro.

Sentimento de posse nada tem a ver com Amor. Muito pelo contrário, oprime, machuca, amordaça, causa doenças emocionais e físicas. Na verdade tal comportamento, sinaliza a fragilidade, insegurança e incapacidade que o outro demonstra em administrar suas próprias emoções.

VOCÊ SABIA?

Você sabia que amar demais é uma doença que atinge mulheres e homens? Segundo a Psicóloga da Clínica UNIICA, Carolina Batista, amar demais é um estado em que o indivíduo se sente totalmente dependente da outra pessoa, depende do amor do outro para se sentir amado, do olhar do outro para se sentir protegido, do reconhecimento do outro para se sentir útil. “É uma dependência emocional, onde a pessoa que ama demais passa a se sacrificar e dedicar ao outro, perdendo a sua própria identidade”, explica.

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NEM TUDO ESTÁ PERDIDO!

Muita calma nesta hora! Se você está vivendo algo parecido dentro do casamento, mantenha a calma! Nem tudo pode estar perdido. Existem terapias de casais que funcionam muito bem quando há empenho de ambas as partes neste processo de reconstrução e autoconhecimento. É no casamento que muitas pessoas acabam por conhecer seus limites, seus pontos fortes e fracos e com ajuda do cônjuge pode encontrar o equilíbrio necessário e desejado numa relação a dois. Este momento também pode ser uma ótima oportunidade de permiti-los sair ainda mais fortes e maduros diante de um conflito. Fique atento! Agressão física , verbal e emocional são reguladas através de leis que foram criadas para nos proteger, desta forma, caso a questão tenha avançado a este nível e você percebeu que sua vida ou de outras pessoas está em risco, é importante buscar auxilio nos órgãos de proteção a vida. Não deixe para depois!

E se você está namorando alguém que possui este comportamento, pergunte-se se é este tipo de relação que você pretende levar para a vida. Por que se permitir viver desta forma hoje e ainda levar isto adiante para um casamento? Costumo dizer que a piada é boa quando é engraçada para ambos, o interlocutor e o ouvinte. O relacionamento é bom quando é satisfatório para ambos e não para um somente.

“Quem assume o matrimônio , precisa se preparar para fazer o outro feliz!

A felicidade no casamento não é algo que acontece , sem luta , sem investimento de amor , sem perdão de ambas as partes.

É necessário todos os dias , renovar em cada renúncia pelo bem do outro , o sim que demos no altar”.

 

Abraços de 30 segundos.

Saudações inspiradoras.

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